SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



Nossa esperança na pandemia

20/03/2021 - por Thiago da Silva Vieira

A pandemia atinge a todos, independentemente de classe social, idade, raça e sexo. Estamos diante de uma luta intensa pela sobrevivência. A morte como ponto final da existência terrena traz grandes sofrimentos para aqueles que perdem seus entes queridos. Diante disso nos lamentamos, e a pergunta mais comum diante do sofrimento é: por que? Por que Deus permite tanto sofrimento no mundo? Por que somos vítimas disso tudo? Será que Ele quer que a gente sofra? Será que o mundo não poderia ser melhor? Por que temos que chorar muitas vezes?

Diversas respostas são dadas, mas nem todas são verdadeiras. Alguns respondem negando que Deus existe, pois se existisse não permitiria tanto sofrimento. Outros afirmam que Deus é bom, quer fazer algo, mas não pode. Tentando distanciar Deus do mal, negam Sua soberania e poder.

A resposta bíblica se resume em: Deus é bom. Deus é bom, por isso não nos deixou sem resposta. A Escritura Sagrada diz que o sofrimento e a morte não faziam parte da boa criação de Deus. Deus não criou o mal. Os seres humanos que foram criados para amar a Deus e se alegrarem nele, amaram mais a si mesmos, fazendo de si mesmos deuses, desobedecendo a autoridade de Deus sobre suas vidas. Sendo assim, a causa para todos os males do mundo não está fora de nós, mas em nós. Porque Deus é santo e justo, não pode tolerar o pecado. O salário do pecado é a morte (Rm 6:23).
O sofrimento e a morte não acontecem por acaso, a morte não é algo descontrolado, Deus é controlador da morte. A morte é o instrumento de Deus para punir o pecado cometido por toda a raça humana. Deus demonstra por meio da morte que o pecado tem consequências, e essas consequências trazem sofrimentos terríveis.
Muitos pensam que não merecem sofrer, creem que Deus deveria tratá-los de uma maneira melhor, e que mereciam viver num mundo melhor. Porém a Bíblia afirma que todos são culpados, e merecedores do sofrimento e da morte (Rm.5.12; Rm 3: 10). Deveríamos meditar nisso quando vemos pessoas sofrerem. Um Deus bom tem o direito de punir o mal, porque Ele ama o bem. Isso não significa que todos os sofrimentos são consequências de pecados específicos que cometemos. Porém significa que o mundo não é o que deveria ser. A rebelião do homem trouxe consequências danosas para toda a criação.


A boa notícia é que Deus não abandonou este mundo, Ele está conosco em meio a todo esse sofrimento. Essa pandemia não trouxe somente males, mas também bens. Quando está tudo bem, é natural esquecermos de Deus. A pandemia conduziu muitos a lembrarem que Deus existe. Quanto mais próximo do sofrimento, maior a sede de receber o alívio. O sofrimento nos conduz a pedir socorro. Pois é quando estamos falidos que olhamos para aquele que é todo poderoso. Porém Deus não é somente todo poderoso, mas também é bom. Isso significa que Ele não somente pode fazer o bem, mas ama fazer o bem. Demonstrar nossa necessidade a esse Deus não é um bem em meio a todo esse mal? Sim. Pois seremos ouvidos e acolhidos por Ele.


Devemos compreender que esse sofrimento é passageiro, pois Deus já resolveu o problema do mal no mundo.


A maneira como Deus resolve o problema da humanidade, o pecado, o sofrimento e a morte, é Ele mesmo na pessoa do Filho, Jesus Cristo, receber a punição em nosso lugar. Deus, na encarnação, torna-se um de nós, para sofrer os nossos sofrimentos, viver a nossa vida e morrer a nossa morte. Deus resolve o problema, não condenando a todos, nem sendo indiferente com os nossos sofrimentos, mas sendo julgado e sofrendo por nós. A cruz é a resposta de Deus ao problema do mal no mundo. Portanto, temos uma esperança. Essa esperança nos motiva a perseverarmos em meio a todo esse mal. A nossa esperança na vida e na morte é Jesus Cristo, somente Ele pode dar vida ao que está morto (Jo 11. 25-27), fazendo novas todas as coisas em sua segunda vinda, quando os crentes poderão dizer: tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1 Co15:54-55). Viveremos num lugar onde não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas (Ap 21: 4). A morte vem para todos. Mas você não precisa temer a morte, pois Cristo venceu a morte. Isso significa que se você crê nele, ainda que morra, viverá eternamente.


Essa pandemia está revelando as fraquezas humanas, a ciência médica, os políticos, as melhores ideias, nenhuma estratégia é eficaz para nos livrar desse mal, tudo isso nos conduz a não colocarmos nossas esperanças em nenhum empreendimento humano, mas no Senhor. É pela fé que passaremos por essa pandemia, é pela fé que glorificaremos a Deus em meio a todo esse mal. Fé nas promessas de Deus é chave para a Vitória. Não espere receber boas notícias para ter esperança. A esperança do cristão não é firmada naquilo que realizamos, independe das circunstâncias, daquilo que vemos ou ouvimos de outras pessoas. Estando bom ou ruim, recebendo boas ou más notícias, a esperança do cristão permanece inabalável, pois está firmada nas promessas de Deus na Bíblia (Rm 8. 23-24; 2Co5.7).


Mesmo que nesse mundo enfrentemos sofrimentos e morte, nós temos a certeza de que o futuro será melhor, não porque uma Ciência descobriu a vacina eficaz, mas porque a Palavra de Deus garante isso.


Suas promessas não falham porque Ele é fiel e poderoso para cumpri-las. Ele nos fará perseverar (Jd 1:24; Mt 16:18), fazendo todas as coisas cooperarem para o nosso bem, segundo o seu soberano propósito (Rm 8.28). Sabemos que Jesus Cristo Reina e está colocando todos os seus inimigos debaixo dos seus pés (1Co 15.25). Aguardamos a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo, que unirá Céu e Terra, habitando conosco para sempre (Fp 3. 21).

O maior problema da humanidade não é a fome, não é a falta de socorro dos governantes, não é a falta de vacina ou sua eficácia para curar, mas o pecado. Só há um remédio. Cristo, ao morrer pelos pecadores, resolveu o problema. Se você se arrepender e crer em Cristo, você habitará com Ele em felicidade eterna. Receba essa esperança.  

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