SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



Mulher, empodere-se!

22/05/2021 - por Maria Betânia dos Santos Chaves

O empoderamento feminino diz respeito a incentivar cada mulher a encontrar dentro de si o seu poder. É reconhecer e fortalecer o papel individual das mulheres na sociedade.
Ele é um dos pilares do feminismo e é fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária entre os gêneros.
O termo empoderamento vem do inglês, empowerment. Ele ganhou força nos últimos anos devido aos movimentos feministas nas redes sociais, que vem se fortalecendo cada vez mais. Apesar disso, ainda é bastante difícil aplicar o empoderamento em nosso dia a dia devido ao machismo que nos cerca.
Uma mulher empoderada conhece a si mesma. Conhece suas vontades, seus limites, seu corpo, seus planos e sonhos. Ser empoderada é ser paciente consigo mesma e compreender o seu processo de desconstrução e crescimento pessoal. Também, é reconhecer seu papel e a sua importânica na sociedade e na vida de outras pessoas. É respeitar as outras mulheres, independente do estilo de vida que elas levam. É encorajá-las, apoiá-las e ajudá-las a descobrirem o seu poder como mulher. É tomar suas próprias decisões respeitando suas vontades. É colocar-se no lugar de outra mulher e não julgá-la, praticando a sororidade.
Durante o processo de empoderamento, a mulher aprende a respeitar as diferenças físicas, culturais, raciais e sociais de forma que valoriza cada mulher e aprende a entender a representatividade de cada uma.
Dessa maneira, o empoderamento, ao ser colocado em prática, contribui para o aumento da autoestima feminina e para uma vida melhor entre as mulheres, acabando com o que chamamos de “rivalidade feminina”.
Mulher empoderada não é só a mulher feminista radical e não está ligado a mulher que decide não ter filhos, não se casar ou não se depilar (pra falar a verdade, essas últimas opções não estão diretamente ligadas ao feminismo), o empoderamento é justamente quando você se sente livre para escolher o que quer. É você escolher se depilar (ou não), não porque a sociedade impõe, mas porque você se sente bem assim. E isso se aplica a diversas “regras”.
Outrossim, o empoderamento veio para mostrar às mulheres que nenhuma delas deve se sentir culpada por querer mais respeito. Aquele sentimento de desconforto ao ter atitudes mais assertivas também ficaram para trás.
Com mais firmeza, confiança, competência e qualificação, aos poucos as mulheres têm passado a ocupar novos espaços, antes dominados somente pelos homens. Embora ainda tenha muito a ser feito, movimentos no mundo vêm mostrando que as mulheres estão cada vez mais contestadoras. E, assim, contestando as injustiças e tomando a liderança de suas vidas pessoais e profissionais.
A prática do empoderamento feminino não deve ser apenas das mulheres, os homens também precisam se certificar de que haja uma ampla igualdade entre o posicionamento e participação de ambos os gêneros na sociedade e suas demais camadas.
Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas (Audre Lorde). 

 

Publicado originalmente na versão impressa de DEMOCRATA 1667 de 15/5/2021, p. 10

Maria Betânia é bióloga, formada na FEUC e foi conselheira tutelar por mais de cinco anos em São José do Rio Pardo. Escreve sobre direitos humanos.

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