SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



A eficácia e a necessidade de armas para defesa pessoal

30/05/2021 - por Thiago da Silva Vieira

“Quando o filisteu se aproximou para atacar, Davi foi correndo enfrentá-lo. Enfiou a mão na bolsa, pegou uma pedra e atirou-a com sua funda. A pedra acertou o filisteu na testa e ficou encravada ali. E Golias caiu com o rosto em terra.” 1Sm 17:48-49 NVT
Saul respondeu: “Você não conseguirá lutar contra esse filisteu e vencer! É apenas um rapaz, e ele é guerreiro desde a juventude”. 1Samuel 17:33 NVT
A vida é um bem precioso. Todos, independentemente da etnia, sexo, idade, preferências políticas, saúde, possuem direito à vida. A vida humana tem valor e dignidade não por um direito natural, mas porque somos criados à imagem e semelhança de Deus. Por isso, o direito à vida é estabelecido no sexto mandamento: “Não assassinarás (Ex.20:13). O sexto mandamento não proíbe todo tipo de morte executada por mãos humanas, e sim a morte de inocentes, por exemplo: alguém que mata um inocente, perde o direito à vida: “Quem ferir um homem e o matar terá que ser executado.” Êxodo 21:12. A pena capital por assassinato não era considerada uma transgressão do sexto mandamento, mas sim uma defesa. A vida humana é tão preciosa para Deus que tirá-la sem motivo justo merecia punição justa. Sendo assim, a legítima defesa da vida é estabelecida por Deus. ¹
 “Se um ladrão for pego em flagrante arrombando uma casa e for ferido e morto no confronto, a pessoa que matou o ladrão não será culpada de homicídio” (Êxodo 22:2). Segue-se disso que todos utilizando os meios necessários, têm o direito e o dever de defender a sua própria vida e a vida de seu próximo.
A sociedade é composta basicamente de dois tipos de pessoas: cumpridores da lei, e transgressores da lei. Os cumpridores da lei devem ser protegidos, os transgressores combatidos. Não há proteção se não há combate. Para isso o Estado foi instituído por Deus com o poder da espada (Romanos 13:1-5), no entanto, a proteção da vida não é somente dever do Estado, mas de todos os cidadãos, além disso, o homem não é um objeto passivo dependente do Estado, e sim, ativo como o vice regente de Deus nesse mundo. O Estado pode falhar e muitas vezes falha em proteger seus governados, logo, é necessário o uso dos meios de defesa pessoal para cada indivíduo sancionado pelo Estado.
Armas iguala vítima e agressor
Uma vítima com estrutura física inferior à de um agressor pode utilizar meios necessários para igualar o que é desproporcional no combate. Sendo assim, o uso de armas iguala a vítima e o agressor. Davi era bem menor do que o gigante Golias, escudo e espada seriam ineficientes na peleja. Que tal usar um instrumento que atinja o agressor de longe, sem a necessidade de contato físico? Foi isso que Davi fez para matar Golias. Ele protegeu sua vida e a de todos os israelitas ameaçados por um homem grande armado.
Armas fazem parte do empreendimento cultural da inteligência humana que é um dom de Deus. Deus dá sabedoria aos homens tendo como finalidade o bem dos homens, e para que esses glorifiquem a Deus com o uso correto de seus dons.
O mal advém quando os seres humanos usam os dons de Deus para pecar contra Deus e contra o seu próximo, dando uma direção errada a boa estrutura divina. Sendo assim, armas não são ruins em si mesmas. O uso delas é que pode ser bom ou ruim.
Alguns fazem a objeção ao uso de armas de fogo, alegando que armas matam. É verdade que armas matam, é para isso que devemos usá-las. Ninguém usa uma arma para fazer carinho em um agressor. O argumento de que armas devem ser evitadas porque matam é inválido. Entretanto, objetos que não são criados para matar também podem ser usados para matar, a exemplo de um homem que dá uma má direção ao uso de um facão. Devemos proibir facas e facões? Como iremos cortar a carne para o churrasco?
Carros também matam no trânsito, nem por isso devem ser proibidos. Um automóvel pode te levar para a igreja, mas também pode ser conduzido por um motorista bêbado, ceifando vidas inocentes. Eu posso usar até minhas mãos para matar alguém, mas minhas mãos não são más em si mesmas, também posso usá-la para salvar alguém fazendo massagem cardíaca, ou segurando um bebê em um parto. O propósito é bom, mas a direção do uso quem dar é o homem. Sendo assim, o problema não é o objeto, mas quem o usa.
Armas podem ser usadas para matar crianças inocentes, nas mãos de um serial Keller que entra em um colégio, como um lobo faminto encurralando ovelhas dóceis. Mas, armas também podem salvar a vida de crianças, nas mãos de um policial ou de qualquer outro cidadão de bem armado na porta de um colégio como um pastor pronto para defender seu rebanho, sacrificando o lobo.
A outra falha no argumento é o pressuposto de que todas as vidas devem sempre ser preservadas. Porém, a vida de inocentes é que devem ser sempre preservadas. Segue-se que para que a vida inocente seja preservada, muitas vezes é necessário tirar a vida de um agressor (culpado). Isso é legítima defesa amparado em constituições humanas e na Constituição Suprema, a Palavra de Deus.
Quem tirar a vida humana, por mãos humanas perderá a vida. Pois eu criei o ser humano à minha imagem. Gênesis 9:6 NVT
Então ele disse: “Agora, porém, peguem dinheiro e uma bolsa de viagem. E, se não tiverem uma espada, vendam sua capa e comprem uma...Lucas 22:36 (NVT)
Outra objeção, é afirmar que é Deus quem nos protege, não armas. Essa é uma objeção que não atenta ao ensino Bíblico sobre a responsabilidade humana. É certo que toda proteção vem de Deus. Porém, Deus também age através dos meios. Nesse caso, armas são meios utilizados por Deus para proteção dos inocentes. Sendo assim, usar os meios não é falta de fé, mas reconhecer Deus como nosso protetor.
Os que fazem essa objeção, para serem coerentes com suas ideias , deveriam afirmar também o seguinte: “Não precisamos trabalhar, porque Deus supre nossas necessidades”. Porém, Deus supre nossas necessidades através de nosso trabalho, a não ser que você seja incapacitado de trabalhar, mas, mesmo assim você será suprido pelo suor do trabalho alguém. A não ser que você alegue que ser um preguiçoso é ser um campeão da fé. Porém, a Bíblia diz: “aquele que não trabalha não deve comer.” Como você pode dizer ser protegido por Deus, se não faz uso dos meios que ele estabeleceu? Você prefere tentar Deus enquanto rejeita seus dons?
Davi venceu Golias, mas não sem usar os meios necessários, assim como exército de Israel vencia batalhas protegendo a nação. Adivinhe o que eles usavam na guerra? Veja, a quem eles atribuíam a vitória? Portanto a confiança em Deus não é uma objeção contra o uso de armas. Como disse o puritano inglês Oliver Cromwell: “ Confie em Deus, e mantenha seca a sua pólvora.”
¹. O texto é baseado na Escritura Sagrada, e foi escrito por um especialista em Segurança Pública. O autor reconhece que pode haver discordância sobre o assunto, dialogando com respeito com os contraditórios.  

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