SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



Falso avivamento da igreja no Brasil

26/06/2021 - por Thiago da Silva Vieira

Segundo dados do IBGE, o número de cristãos evangélicos no país cresceu 61% em 10 anos. Havia, em 2010, 42. 310. 000 evangélicos no Brasil, 22,2% da população. Esse número cresce a cada dia mais. Será que estamos diante de um avivamento? Creio que para sabermos a resposta precisamos analisar as mensagens que estão sendo pregadas na maioria das igrejas brasileiras.

A cada dia cresce o número de denominações e igrejas plantadas em várias cidades. A maioria são frutos de divisões entre lideranças de igrejas maiores, onde um obreiro que discordou da liderança de sua igreja, criou a sua própria congregação.

O que podemos notar é que geralmente são pessoas sem nenhum preparo teológico. Isso faz a diferença no que está sendo pregado nesses lugares. No Brasil, a maioria dos que se denominam cristãos são frutos das mensagens de autoajuda e relativização das Escrituras. A Palavra de Deus está sendo moldada de acordo com a cultura e com os padrões dos líderes das denominações e não o contrário. Sabemos que não há avivamento verdadeiro, pois, “Assim como caminha o púlpito também caminhará a Igreja. “Jonathan Edwards, um pastor congregacional que viveu no século XVIII, que é hoje considerado pelos historiadores um dos maiores teólogos e pensadores da história dos Estados Unidos, foi um instrumento de Deus para o grande avivamento do século XVIII.

Um dos seus sermões mais conhecidos, pecadores nas mãos de um Deus irado é um exemplo de pregação onde o pregador está comprometido com a verdade, amor aos pecadores e com a glória de Deus. Nesse sermão Jonathan Edwards deu ênfase ao inferno da ira de Deus e a misericórdia de Deus em restringir por um tempo o seu julgamento, dando aos pecadores a oportunidade de receberem a salvação de Cristo. Usando imagens como ilustração ele trouxe o seu público para a realidade do inferno. Leia um trecho do sermão de Jonathan Edwards: Pecadores nas mãos de um Deus irado. Pregado em julho de 1741 na cidade de Enfield, Connecticut(EUA):“As negras nuvens da ira de Deus estão pairando sobre a nossa cabeça, cheias de tempestade horrível e grandes trovões.”

“Como grandes águas que são represadas no presente; elas aumentam cada vez mais e sobem cada vez mais”. “O arco da ira de Deus está armado, a flecha está pronta na corda e a justiça dispara a flecha em seu coração e desarma o arco.” “A sua impiedade o torna tão pesado quanto chumbo e o faz tender para baixo, com grande peso e pressão, rumo ao inferno “. “Homens não convertidos andam sobre o abismo do inferno, em uma cobertura podre”. “Considere o terrível perigo em que você está… você está pendurado em um foi muito tênue, é as chamas da ira divina ao redor dele, prontas a cada momento para queima-lo, e queima-lo totalmente; e nada você tem… em que segurar para salvar a si mesmo… nada que possa fazer levar a Deus a poupa-lo por mais um momento.

“Jonathan Edwards não conseguiu terminar seu sermão, pois, foi interrompido pelas pessoas que o ouviam, com gritos, clamores desesperados com medo da ira de Deus, perguntando o que fariam para serem salvos. Isso aconteceu em uma época onde outro pregador calvinista chamado George Whiterfield estava tendo sucesso em suas pregações ao ar livre, realizando um grande avivamento, onde denunciava os pastores não convertidos que ocupavam os púlpitos daquela época.

Os retratos de hoje são diferentes, o amor e a ira de Deus, moldados pela cultura ditam as regras do que está sendo pregado nos púlpitos das igrejas, pastores contam piadas e amenizam as advertências do Evangelho. O principal problema do homem que é o pecado não é enfatizado, dando lugar às mensagens de autoajuda. Por causa disso é que as igrejas estão cheias de pessoas, porém, não convertidas. Muitos ainda dizem que estamos tendo um avivamento no Brasil, porém, não vemos sinais desse avivamento nas vidas dessas pessoas e na sociedade.

O que temos visto não é convicção e abandono do pecado, mas o pecado sendo cada dia mais banalizado, tolerado e incentivado entre os próprios “cristãos”. O lamento, o arrependimento e o clamor a Deus por perdão foram trocados pelas risadas nos cultos. As mensagens de renúncia foram trocadas por mensagens de autoajuda de como obter sucesso em suas empreitadas terrenas. Assim como na época de Edwards e Whiterfield muitas igrejas estão sendo pastoreadas por pastores não regenerados, que buscam seus interesses próprios em troca da verdade.

Se Jonathan Edwards fosse pregar um sermão na atualidade, no Brasil, seria: “pregadores nas mãos de um Deus irado.” Sabemos que somente Deus pode fazer acontecer um avivamento, mas também sabemos que Deus usa meios para realizar os seus propósitos. Talvez, isso poderá acontecer quando a Palavra de Deus e não a cultura definir o que é o amor e a ira de Deus, quando o amor a Deus estiver acima dos nossos interesses egoístas, quando os cristãos genuínos repudiarem e combater todos os tipos de métodos que produzem falsas conversões.

Precisamos orar para que haja um verdadeiro avivamento que gerem frutos visíveis tais como: profunda convicção de pecado, busca pelas bênçãos espirituais, amor ao próximo, zelo glória de Deus, anseio e estudo sério das Escrituras, mudanças no comportamento ético, relacionamentos pessoais transformados e influência transformadora na comunidade.


 

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