SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



Usos e costumes: obras mortas e escravidão espiritual

12/07/2021 - por Thiago da Silva Vieira

“É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé;“ - Gálatas 3:11.


A carta aos Gálatas é bem atual em seu conteúdo. Hoje, muitas igrejas estão pregando o legalismo como base para a salvação. Muitos pastores usam o ensino da obediência aos usos e costumes de sua denominação como meio para a salvação. Eles ensinam que se o crente não obedecer as regras impostas pela denominação poderá sofrer a disciplina e até perder a salvação. Ensinos do tipo: “não use isso”, “não proves aquilo”, “não vista tal roupa.”, etc.

Conduzem muitos a crerem que a salvação é baseada na obediência de regras, obras. A Bíblia é clara quanto ao valor das imposições legalistas para a justificação e santificação, não tem valor nenhum (Gl 2:16). São obras mortas e escravizantes (Cl 2: 20-23). A justificação é somente pela graça mediante a fé em Jesus Cristo e a santificação é pela fé, através do conhecimento da Palavra de Deus aplicada aos nossos corações pelo Espírito Santo, que molda a nossa mente imperfeita à perfeita e agradável vontade de Deus: “Santifica-os, na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17: 17).

A rigidez dessas denominações em assuntos desnecessários são relatadas por alguns dos seus membros que vivem tristes e desconfortáveis com o abuso espiritual dos seus líderes. Vivem o horror e a prisão espiritual imposta por homens que não conhecem o Evangelho. Notamos que esses pastores são mais fiéis aos usos e costumes da denominação do que à Palavra de Deus, proibindo aquilo que a Palavra de Deus não proíbe.

A maioria da disciplina que é aplicada nessas igrejas é aplicada em cima de usos e costumes, e não em questões de pecados segundo a Escritura. Nessas denominações o uso de joias, maquiagem, corte de cabelo feminino, pintura de cabelos e das unhas, calças para mulheres, bermuda e barba para homens, jogar ou torcer para um time de futebol e visitar qualquer outra denominação se tornaram pecados sujeitos à disciplina eclesiástica.

Esses tipos de imposições conduzem a igreja ao legalismo, que são simplesmente doutrinas de homens. Essas ordenanças humanas não possuem nenhum embasamento bíblico e trazem graves consequências para a igreja. Sabemos que tais proibições não levam ninguém à santificação; ao contrário, esse tipo de legalismo serve para escravizar os fiéis em suas denominações onde são constantemente ameaçados a serem disciplinados caso desobedeçam as regras impostas pelo líder. Em alguns lugares os líderes fingem que não veem o pecado, tolerando, permitindo situações que trazem desonra ao nome de Cristo e escândalo aos olhos do mundo, mas combatem aquilo que não é pecado. São hipócritas que coam o mosquito, mas engolem o camelo!

Esse é o tipo de ignorância bíblica que impera em muitas igrejas, onde coronéis da religião mandam e desmandam segundo o seu bel-prazer. Proíbem o que Deus não proíbe, assim se colocam no lugar de Deus como legisladores da vida alheia. O que é isso senão o espírito do anticristo? Diante disso, tais homens que ensinam esse erro são inimigos de Jesus Cristo e do Evangelho, são fariseus que colocam suas tradições acima da Palavra de Deus. Amantes de si mesmos que levam os fiéis a crerem que a salvação é pelas obras, anulando a graça de Deus, negando a suficiência de Cristo e pervertendo o Evangelho.

Esse é o “evangelho” do medo, que leva os fiéis a obedecerem por temor de serem condenados ao inferno e não por amor e gratidão a Jesus Cristo pela salvação recebida pela fé. Diante de doutrinas carnais, de homens sem entendimento bíblico, perversores da sã Doutrina, devemos nos ater ao que o Apóstolo Paulo nos ensina: “Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim também nele andai, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, abundando em ação de graças. Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; - “Colossenses 2: 6- 8 (JFA)


“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.” - Gálatas 1: 8.
“Para a liberdade, Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão. “ - Gálatas 5: 1 (JFA)
O Evangelho não escraviza. O Evangelho liberta.


Seja livre em Cristo. Não seja escravo de homens. Viva para a Glória de Deus buscando a santificação no poder do Espírito e não nas “obras da lei”.
Sola Gratia
Por Thiago da Silva Vieira 

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