São José do Rio Pardo, terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
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Menstruação: deve-se interromper seu fluxo natural?
22/1/2008 15:37:52

DOSE ÚNICA

 

Há anos o endocrinologista Elisimar Coutinho, considerado um dos maiores expoentes em reprodução humana, vem sustentando que a menstruação não é um processo natural, que deve ser interrompido. Com sua manutenção, a mulher tem uma maior chance de desenvolver endometriose, infecções pélvicas e anemia. Além disso, afirma que o câncer de útero está diretamente ligado ao número de episódios menstruais durante a vida.

Antigamente, as mulheres geravam em média cinco filhos, apresentavam a primeira menstruação aos 17 anos de idade, amamentavam por no mínimo dois anos e, aos quarenta, entravam na menopausa. Hoje as meninas menstruam aos 11 anos, têm como regra dois filhos, amamentam no máximo seis meses e entram na menopausa aos 45. Elas têm maior probabilidade de desenvolver patologia.

Apesar da importância dessa opinião, uma grande quantidade de especialistas discordam das colocações do colega.

Para melhor entendimento das posições convidamos a Dra. Mônica Nascimento Vedovato, ginecologista e obstetra, responsável pelo pré-natal de adolescentes no Centro de Referência da Saúde da Mulher. Dra. Mônica responde à seguinte questão:

 

MENSTRUAÇÃO, UMA SANGRIA INÚTIL: MITO OU   VERDADE?

 

Este tema “Menstruação, uma sangria inútil” ainda apresenta controvérsias, apesar de esta conduta ser razoavelmente antiga e comum nos consultórios médicos. Os ginecologistas têm que avaliar suas indicações, sem esquecer os efeitos colaterais, ou melhor, indesejáveis, que podem prejudicar a qualidade de vida da paciente.

Em algumas pesquisas, temos relatos de mulheres que explicam a menstruação como: “é boa para limpar o organismo” e “importante para saber que não estou grávida” ou “o sangue que não saiu pode provocar doença no cérebro”. Devemos saber que o sangramento causado pela interrupção da pílula ao fim da cartela, não é a menstruação natural, mas ocorre por privação hormonal, ou seja, suspensão do uso do hormônio (pílula). A pílula anticoncepcional procura imitar o ciclo menstrual da mulher.

O uso de pílulas continuadamente para evitar sangramento nem sempre apresenta o total bloqueio, podendo ocorrer menstruações irregulares por alguns meses. Existem pessoas que não respondem bem a esse bloqueio, havendo sangramentos regulares uma vez por mês, por todo o tempo de uso da medicação.

A suspensão da menstruação pode ocorrer por utilização de progestogênios, que produzem efeitos indesejáveis, como depressão, cefaléia (dor de cabeça), ganho de peso por retenção hídrica, mastalgia (dor nas mamas), também por retenção hídrica, aumento de varizes, de acne e de oleosidade da pele. Mas o pior de todos os efeitos é a perda da libido e o desânimo físico. Devemos lembrar que são efeitos da suspensão do estrogênio, que é o hormônio da feminilidade, que, além dos efeitos reprodutivos específicos, tem ações importantes em praticamente todos os órgãos do organismo, do cérebro à pele.

Apesar de tudo, temos indicações precisas para o uso deste método progestacional, principalmente como terapêutico, incluindo casos como os de pacientes que sangram mesmo com o uso de pílula em esquema combinado, com uma semana de intervalo, ou que apresentam sintomas como dismenorréia importante (cólica da menstruação), tensão pré-menstrual (TPM), hipermenorréia (menstruação excessiva) ou patologias pré-existentes, como endometriose, adenomiose, mioma, pólipo; ou doenças sistêmicas, como diabetes, tromboses e cardiopatias, em que o estrogênio é prejudicial.

Enfim, o ginecologista deve explicar às pacientes sobre as vantagens e desvantagens de todos os esquemas e deixar que elas decidam, sem manifestar sua preferência. Exceto em casos terapêuticos, em que não menstruar é essencial ao bom resultado do tratamento e à boa qualidade de vida da paciente.

 

 

 

PÍLULAS

 

NO BRASIL O CONSUMO DE CIGARRO PAROU DE    DECRESCER. E AGORA, JOSÉ?

Ao longo dos últimos 20 anos, o governo brasileiro combateu de várias formas o tabagismo. Fez campanhas esclarecedoras sobre malefícios, proibiu propaganda, obrigou a publicação da frase: “produto prejudicial à saúde”, restringiu o fumo em locais públicos e em transporte aéreos e terrestres. Tudo isso fez com que, até o ano 2000, o consumo caísse de forma drástica. Após esse ano o consumo estabilizou-se, sem apresentar nenhum novo declínio.

Para retomar a tendência decrescente, as ações programadas são três: aumentar impostos para elaborar um fundo de financiamento de tratamento de doenças tabágicas, implementar planos de atendimento aos dependentes e proibir o fumo de forma absoluta em lugares públicos.

 

NUTRIÇÃO: Melão

O melão, assim como a melancia, é composto por uma grande quantidade de água. Contém também vitaminas A, C e E, além de sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro.

Essa fruta tem propriedades refrescantes e hidratantes, ideais para o verão. É também uma ótima fruta para regimes de emagrecimento.

 

DICAS PARA EVITAR A GENGIVITE:

1. Visite o dentista regularmente.

2. Solicite orientação para uma escovação correta e uso do fio dental.

3. Escove os dentes com regularidade, após despertar, após as refeições, ao se deitar e sempre que sentir acúmulo de substâncias.

4. Pergunte ao dentista qual o melhor creme dental.

5. Peça orientação para uso de anti-sépticos orais.

6. Faça a escovação com critério e sem pressa.

7. Escove bochechas, língua, palato e gengiva com uma escova macia e saudável. Em presença de inflamações nesses locais, o ato pode agravar e ter conseqüências ruins. Nessa condição, procure o dentista rapidamente.

 

OS NÚMEROS NÃO MENTEM

O Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas, o CEBRID, concluiu, após uma pesquisa, que em 52% dos casos de violência o autor estava embriagado, e que a mulher foi a principal vítima. Em 13% das vezes, os filhos é que são as vítimas.

 

 

 

 

 

 

Marcelo Galotti
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