São José do Rio Pardo, sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Ano 22
Documento sem título
::Página Principal

::Index

::Editorial

::Opiniões

::Cultura

::Notícias

::Notícias Policiais

::Falecimentos

::Cabana

::Colunas

::História de Pescador

::Classe

::Esportes

::Saúde

::Cozinha Experimental

::Nosso Cantinho

::Morar Bem

::Periscópio

::Almanaque Rio-Pardense

::Riff

::Retrato Falado

::Palimpsesto

::Colaboradores

::Alessandra Possebon

::Álvaro R. O. Netto

::Expediente

::Dom Orani Tempesta

::Fabiano Possebon

::Jorge Linhaça

::Taline Libânio da Cruz

::José Affonso Corrêa Netto

::Márcio José Lauria

::Maria Esméria Mesquita

::Maria Olívia G. Arruda

::Nivaldo Sernaglia

::Odília L. Fernades

::Maxwell Quessada

::Willian Fagiolo

::Rodrigo Amato Moreira

::Artigos

::Artigos

 
 
 

 

 
 
Fênix renascida
24/2/2010 14:38:12

Eis que as desaparecidas manifestações carnavalescas de rua ressurgiram neste ano, trazendo alegria para os verdadeiros foliões, que gostam de brincar saudavelmente, extravasando o verdadeiro espírito do Carnaval!
As marchinhas executadas no coreto da praça XV de Novembro resgataram a memória dos antigos carnavais: "Quanto riso, oh! Quanta alegria... Mais de mil palhaços no salão... Arlequim está chorando pelo amor da Colombina, no meio da multidão!" Parabéns à Ritinha e aos componentes do conjunto, que animaram os que lá estavam e que, mesmo desconhecidos entre si, foram dando as mãos, a formar um alegre cordão, a  girar em torno do coreto.
Não poderia deixar de lembrar que o puxador desse cordão foi um casal que também não conhecia, mas deu para ouvir rapidamente que a mulher é filha de dois grandes foliões do passado: o Sr. João e a Dª Jandira, e pela memória dos pais é que ela decidira, então, animar este Carnaval. Parabéns ao casal cujo nome nem tive como anotar, porque não era possível ouvir nada além da música, naquele momento, mas gostaria de conhecê-los melhor e saber da história dos antigos carnavalescos!
Somente uma sugestão: marcar para as 18h00, com sol e calor, não funciona muito... Bom mesmo é começar logo após a missa da Matriz São José, por volta de 20h00, e seguir até meia-noite. Que tal?


TARTARUGÃO

Infelizmente não pude ir aos bailes da AAR, e dançar ao som do delicioso axé que embalou as madrugadas do Tartarugão foi coisa que fiz mesmo sozinha no quarto,  onde se ouvia claramente tudo, aumentando a vontade de estar lá no meio da folia.
Mas, na tarde do domingo, pude verificar que,  mesmo com o terrível calor que fazia, o recinto estava lotado; crianças, jovens e adultos dançavam alegremente.
Parabéns à Lúcia Vitto, ao Nelsinho e a todos que contribuíram para que o Carnaval corresse tranqüilo e com sucesso!


ANIMAÇÃO
NO D.QCHOPP

(RESSALVA: Não sei se o bar em frente à Ideal ainda tem o nome que há tempos sugeri ao Zé Carneiro, quando proprietário do local. No entanto, se estiver equivocada, peço ao leitor que me desculpe, o tempo é pouco, não dá para ir verificá-lo agora!)
Desejo falar da animação que reinou ali dia e noite, durante o Carnaval. Os freqüentadores do local colocaram um som que se ouvia daqui de casa, não nos deixando esquecer de que eram dias de folia e complementaram o ambiente com um manequim feminino, de biquíni, a abraçar o poste da esquina. Durante os desfiles das escolas de samba, o bar permaneceu lotado e animado. São detalhes como esses que caracterizam os festejos de Momo em cidades do interior.
Em Poços de Caldas há um bar antigo e muito conhecido, pouco maior do que o D.QChopp, o "Pingão". Em todos os Carnavais há um conjunto ou então sambistas tocando na calçada (também é de esquina), que fica repleta de foliões sambando. A folia começa à tarde e vai até 1h00, devido à "Lei do silêncio", ali cumprida rigorosamente.
É interessante notar que, na quadra de frente ao "Pingão" há um grande restaurante, com lugares confortáveis para os fregueses, porém não é raro vê-lo quase deserto, enquanto à volta do bar as pessoas se espremem e lutam para conseguir mesas ou apenas cadeiras! A música e a animação atraem mais do que tudo em bares e restaurantes. Quantas vezes não suportamos um atendimento que deixa muito a desejar, ou um petisco que não está como queríamos, apenas porque o ambiente está animado e agradável?
Pois fica aqui o incentivo e a sugestão para o proprietário do D. QChopp: que tal fazer ali um ponto de encontro com música ao vivo?
Cumprimento ainda os vizinhos do bar, que entraram no "clima", colocaram as cadeiras na calçada como antigamente e se divertiram também!


TRADISAMBA

Domingo à noite, desfile das escolas de samba, contagiando o público que compareceu maciçamente à praça XV, espalhando-se também pela Francisquinho Dias.
Excelente idéia a de incluir as fanfarras escolares, agrupadas ou não, transformadas em belos batuques de samba! Se houvesse patrocínio de empresas, essa meninada poderia montar uma escola para valer!
O único senão nesse desfile foi a enorme pausa entre as últimas apresentações, a ponto de muitas pessoas irem embora, pensando que já terminara o desfile.
Entrou a Tradisamba, cujo samba-enredo, de autoria de José Antônio Tobias, contava a história do café. E Simone (funcionária da UNIP e minha amiga) estava entre os puxadores do samba.
Eu acompanhava tudo na esquina em frente ao D.QChopp. Logo atrás da bateria, vinham os amigos da escola. Então alguém me chamou, deu-me uma camiseta, que coloquei sobre a outra blusa mesmo, para descer no meio da folia, até o final do desfile. Foi, para mim, um dos melhores momentos deste Carnaval!
As grandes escolas do Rio e de São Paulo conseguem uma arrecadação boa com a venda de fantasias e camisetas para os que desejam fazer parte dos desfiles delas. Se a Tradisamba e as escolas da região tiverem a segurança de que estarão nos desfiles dos próximos anos também poderão fazer o mesmo. Verdadeiros foliões gostam de participar das brincadeiras de rua e há, com isso, possibilidade de fomentar o turismo com isso. Exemplo é o Carnaval de Muzambinho, que recebeu ônibus e vans de toda região, inclusive desta cidade!


CUIDADO!
CÃO ABANDONADO!

Escrevo para alertar as autoridades competentes e os pais que vêm ao centro da cidade ou vão à praça XV de Novembro com crianças. Aqui se tem multiplicado consideravelmente o número de cães abandonados à própria sorte, que vivem em bandos pelas ruas.
Sim, gosto muito de animais, temos em casa dois cães bem vacinados, cuidados e vigiados para nem sujar em calçadas nem molestar transeuntes. Aqui mesmo, neste trecho da rua Treze de Maio, há uma meia dúzia de cachorros que dependem da boa vontade das pessoas para sobreviverem. Tornaram-se conhecidos de toda a vizinhança, assim como sabem reconhecer quem reside por aqui. Latem apenas para os estranhos, que mal conseguem passar por aqui de madrugada, pois os cães sossegam somente ao ver a área sem desconhecidos.
Agora já não sei mais dizer se isso é bom ou ruim, porque tenho cá minhas dúvidas. Meu filho, ao atravessar a praça XV, na segunda-feira, passou próximo a um bando de cães que ali estavam e, mesmo sem provocá-los, foi atacado por um deles, que o mordeu por trás, na perna. Como havia uns dez animais ali, ele nem conseguiu ver qual o havia mordido.
Estávamos de saída para Poços de Caldas, onde já nos esperavam para aquela noite. Fomos levá-lo ao Pronto-Socorro, onde foi atendido prontamente- pelo que agradeço às enfermeiras e ao Dr. Cláudio Lima -, mas ficamos sem uma definição a respeito da necessidade de aplicação da vacina anti-rábica, pois dependia da orientação de uma veterinária responsável pelo procedimento, mas só conseguiram entrar em contato com ela horas depois.
Esperamos uns 40 minutos ali no hospital, enquanto tentavam o contato com a doutora, depois viemos para casa, mas deixamos nossos números de telefones para contato, porque iríamos viajar. Mais duas horas passaram, nenhum telefonema, então concluímos que não seria dada a vacina.
Ao chegarmos a Poços, verifiquei o celular e havia uma chamada perdida, vinda do telefone do Pronto-Socorro, mas não havia rede TIM disponível naquele trecho da estrada. Retornei a ligação e me disseram que seria necessária a vacina de prevenção, que já havia sido enviada para lá (pelo que agradeço ao Dr. Hamilton), e que deveria ser aplicada, sem falta, até as 7h00.
O que fazer? Tentei o mais lógico, pois voltar seria opção se não conseguíssemos imunizá-lo naquela cidade. No entanto, ali funciona a Policlínica, aberta 24h00 todos os dias, e com todas as vacinas à disposição dos pacientes que delas necessitarem. Resolvemos, então, o problema.
Porém, e se eu não soubesse da importância da prevenção? (Saber isso faz parte do ofício...) Se não soubesse que há um tempo limite para o procedimento? Poderia, como provavelmente muitas mães fariam, simplesmente achar que não havia necessidade dessa medida profilática (principalmente porque havia quem teimasse o tempo todo comigo que o cão não tinha características de hidrofobia) e Gabriel  correria o risco desnecessário de contrair a raiva.
Digo isto não para criticar alguém, mas apenas para que haja uma decisão mais rápida no caso de acontecer com outra pessoa.
Fui informada, também, pelo Dr. Cláudio, que foi repassada uma verba para a construção de um canil, com a finalidade de recolher os cães sem dono. Onde fica o canil? Por que o responsável não tem recolhido esses animais?  Se eles continuarem soltos, não seria importante que o setor de zoonoses os vacinasse contra raiva, colocando neles uma identificação com a data de validade da imunização?
Depois dessa revitalização da praça XV de Novembro, que agradou a todos, não seria bem melhor que se evitassem incidentes desse tipo?

Não sou de ninguém
diz-me o olhar do cão.
Aceito comida e afago de quem
para mim estenda a mão.
Se não me queriam,
Porque me pariram
Separando-me depois
Dos meus. Dos dois!
Por que me abandonaram
Se mal nenhum lhes fiz?
Sentir no peito a alma, talvez,
Algum deles não quis...
Quem entende a
humana insensatez?

 

Maria Olívia Garcia
© Copyright Democrata online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Democrata online.
Web Master e Design Victor Félice