São José do Rio Pardo, sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Ano 22
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Reclamações e denúncias
24/2/2010 14:58:19

Atenção povo de São José do Rio Pardo. Estou escrevendo esta carta para denunciar, porque está acontecendo muitas coisas em nossa cidade que ninguém tomou conhecimento, pois estou aqui, eu, Jucelino José da Silva, para anunciar e denunciar.
Eu reclamei do hospital que joga esgoto no rio Pardo sem tratamento.
Eu também reclamei dos cachorros vadios que estão nas ruas trazendo risco à população. Nem a Zoonoses, nem o senhor prefeito, nem o Ministério Público, Câmara Municipal tomaram providência. Eu também falei sobre os pontos de ônibus sem cobertura. O senhor prefeito falou para mim que ia abrir espaço para outras empresas que fizessem os pontos de ônibus.
Eu, Jucelino, discuti com o motorista porque ele cobrou passagem de ônibus da minha mulher, gestante de oito meses, e na discussão o motorista que o senhor prefeito fez contrato com a empresa de São José do Rio Pardo, para mais de dez anos, isso quer dizer que nós vamos ter que esperar dez anos, sendo maltratados por este povo que não sabe administrar essa cidade.  Por isso eu peço meu povo, vamos lutar pelos nossos direitos dos idosos, das gestantes e dos deficientes.
Gostaria também de lembrar os senhores e as senhoras sobre nossa cidade, que está esquecida pela Prefeitura. Tanto na estrada ou nos asfaltos está esburacada, trazendo prejuízo aos nossos veículos. Quando resolvem tampar os buracos, tampam com materiais de quinta categoria, que quando chove a água lava tudo e os buracos novamente desafiam os peritos e a paciência do povo.
Eu gostaria de lembrar, que o senhor prefeito falou sobre a farmácia do povo que é a melhor farmácia da região.  Que não falta remédio, ele também falou que tem dose de trinta mil reais só que não é isso que nós estamos vendo, porque eu tenho várias receitas tanto para mim como para minha mulher, meu sogro e para população. Eles falam que não tem remédio e quando a gente consegue, temos que nos humilhar muito. Até parece que eu estou pedindo esmola.
Eu gostaria de lembrar aos senhores que exigi audiência pública porque aí nós iríamos olhar na cara deles, ia ver a sinceridade deles. Eu participei quatro vezes, dentro da Câmara Municipal e o que eu escutei lá, muitas vezes sai envergonhado, porque os vereadores nunca entram num consenso, sempre quer ser um melhor do que o outro.
O que eu acho engraçado que quando é época de eleição, eles dão atenção até exagerado para a população e quando ganham, esquecem da sua obrigação. Muitos vereadores têm dois três empregos, pois não se contentam pelo salário alto que nós pagamos. Muito deles são gananciosos, pensam só neles e os outros que se virem. E tem mais, precisei do trator da prefeitura. Mandaram-me ir lá na casa da agricultura, teve gente que veio depois de mim e foi atendido sabe por que minha gente? Porque são ricos e quando foram para me atender um empurram para o outro e no fim, o pedaço de terra que me emprestaram para plantar não fizeram nada.
Também gostaria de lembrar que o bairro Paula Lima está com esgoto a céu aberto, não tem água canalizada. Foi prometido para este ano a melhoria no bairro Paula Lima e até agora ninguém se manifestou. Também gostaria de lembrar que foi gasto um absurdo de dinheiro na praça da Matriz e agora estão desmanchando para consertar tudo que fizeram errado. Também foi gasto quinhentos mil reais nas lojas de São José do Rio Pardo, falaram para mim que isso ia trazer muito turista só que nós não sabemos qual é o lucro disso.
Eu escutei na Câmara Municipal o senhor Marquinho Zanetti dizer que não é obrigado atender ninguém na rua, nem no celular e nem na sua loja. Eu só gostaria de lembrar ao senhor Marquinho Zanetti que ele é pago pela população para fiscalizar as obras da cidade que o prefeito disse que está fazendo. Eu aprendi uma frase com Jesus: Dai a César o que é de César, e agora eu faço a minha frase: O bem a política o bem a sua loja. Gostaria de lembrar ao senhor Marquinho Zanetti que ele é obrigado sim a atender o povo na rua, porque no dia da eleição nós também demos atenção. Por enquanto é só e se tiver mais alguma coisa, eu denunciarei porque o meu voto tem um preço e esse preço é alto.
Gostaria de deixar uma frase: seja dono do silêncio para não ser escravo da palavra dura. Obrigado meu povo pela sua atenção, porque o jornal Democrata está do lado do povo.

 

 

Jucelino José da Silva
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